2026
O trabalho parte do tema da vulnerabilidade, entendida como uma condição inevitável da experiência humana. Certos espaços físicos ou emocionais podem transmitir uma falsa sensação de estabilidade, mas a vida revela-se não linear e sujeita a rupturas. O desastre em Leiria expôs essa fragilidade de forma coletiva, evidenciando sentimentos de insegurança, impotência e fragilidade que podem emergir por razões sociais, económicas ou naturais.
Neste contexto, propõe o desenvolvimento de elementos escultóricos que exploram essa condição, refletindo sobre a vulnerabilidade do indivíduo perante o desejo de alcançar objetivos que, muitas vezes, parecem inalcançáveis — seja no percurso artístico, na construção de uma carreira, na conquista de autonomia ou simplesmente na reconstrução de uma casa após uma tempestade.
João Gama (n. 1998) trabalha essencialmente a escultura em mármore e madeira. O seu trabalho contempla a relação do indivíduo com o mundo, elevando o seu trabalho artístico a um diálogo com a matéria, cuja essência é a própria intuição do artista.
Estudou escultura em Fátima e na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa. Vive e trabalha em Vila Viçosa, importante centro de extração de mármore em Portugal.